quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

De alma limpa... e calada!

Quando meu coração sossegou, minha alma também resolveu me dar um tempo.
No exato momento em que me livrei do peso da dor, meus pensamentos cessaram. Acho que foram, finalmente, dormir.
Não aguentavam mais tanto trabalho. Estavam revoltados com a mente que os obrigava a cumprir hora extra sem necessidade alguma.

E agora estou aqui. Sem eles. Nenhunzinho.
Isso é incrível. Estou temporariamente superficial e vazia.
Por ora, quero me encher de Mc Cheddars, Sessões da Tarde e, quem sabe até, baladas sertanejas...
É claro que o vácuo de ideias não é legal pra esse blog que eu adoro encher com meus vômitos pensantes...
Me perdoem, prometo acordá-los em breve.
Não desistam daqui!

Umbeiiijocheiodevontadederetomarminhasescritas(edesaudades)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Girando 180º

Sempre fui aquela menina mais engraçadona da turma; a mais desencanada e a amiga de todos - para quem os meninos desabafavam seus amores, as meninas ligavam na magrugada, essas coisas.
Na família, a neta mais risonha, a boazinha, a tranquila.
Comumente, sou daquelas que, numa viagem de 14 horas, capota no primeiro segundo e acorda no último, meio assustada, sem saber onde está, como se tivesse acabado de voltar de uma outra dimensão. Além disso, não sou daquelas que, numa situação de desespero, perde o apetite. Quando estou mal, detono a geladeira. Não há preferência entre doces e salgados, adoro tudo que tenha sabor agradável. Acho que decorrente disso, meu peso já variou horrores entre infância, adolescência, quase adulta, semi adulta e etc.

Entretanto, me encontro num momento talvez inédito da minha vida. Percebi, porque NUNCA isso aconteceu comigo: estou tendo insônia, as borboletas não param de se debater no meu estômago, estou ansiosa, num constante "frio na barriga".
E o mais inacreditável: não estou tendo fome!
Isso, acreditem, é no mínimo, assustador. Não me reconheço agora.
Mas tenho certeza que, assim que me reconhecer nesta fase de prazos e despedidas, saberei dizer ao certo quem sou, a que vim, como é meu apetite e meu metabolismo com relação ao sono.
Tudo está mudando... Do futuro, que será?



Beijosenãotemammudanças!

domingo, 8 de novembro de 2009

Minha defesa.

Tá bom. Resolvi que é bem melhor não ignorar o fato de que, de repente, têm muita gente vindo visitar esse meu cantinho virtual que tinha, há dois dias, pouquíssimos (e muito fieis) seguidores.
Na verdade, queria que vocês me falassem exatamente o que foi que aconteceu. Entrou pra alguma lista de indicações do Blogger.com, é isso?

Sobre o que alguns chamaram de marasmo, outros de TPM, minha explicação: sim, eu estou passando por um turbilhão chamado TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e mais uns probleminhas aí que, na verdade, me levam a batizar este como um daqueles momentos TUDO ESTÁ ACONTECENDO COMIGO AO MESMO TEMPO, sabe? Portanto, me perdoem e não desistam de mim. Já já isso passa. Isso tem que passar.

estaremos curados muito em breve, juro!

beiiiijosenãosubestimemodomingo!

sábado, 7 de novembro de 2009

Apatia

Estou sentada agora. Ao meu redor, milhares de objetos inanimados, vazios de vida, carentes de impulso. Assustadoramente silenciosos.
O grampeador sequer move o olhar, os cadernos equilibram-se fortemente um sobre o outro, o copo nem chega a se incomodar com o resto de suco que impede a transparência de sua visão.
Ele está agora opaco e nem liga.

Eu não. Sou toda sangue, pulso, movimentos involuntários.
Mas sou apática também. E o dia, meus caros, está de mal comigo.
As crianças gritando na rua hoje, não me provocam admiração pela liberdade tão típica de suas idades. Me causam irritação e só.
O trânsito, nem me inspirar a escrever sobre o caos, me inspira.
Estou febril. Sabe quando tudo te doi? Estou morna e a qualquer toque, calafrios profundos.
Hoje, o ideal seria não ser.

[quero um canto no meio da rua.jpg]

de qualquer forma, beijosdocesemcadamaçazinhadorosto!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Todas as coisas

Postei o texto anterior só pra dizer que postei.
prontofalei! (adoro essa giriazinha)

É que, sei lá, a ansiedade tá rolando forte esses dias.
Acho que tava me incomodando toda aquela estática aqui.
Está sendo uma madrugada produtiva. Aqui no computador, agora Codinome Beija-Flor, mas já rolou Grease, Elis Regina, Caetano Veloso e Beatles.
Noite dos clássicos. Noite de todas as coisas.

quero um pouco de tudo de todas as coisas do universo

(mais um post inútil, talvez. perdoem-me, mas estou seguinto meus instintos, MINHAS vontades. disseram que eu deveria aprender isso com os homens pra viver mais e sofrer menos)


Observem como Danny Zuko é feliz vivendo por seu próprio umbigo...

beijoemcadabochechinharosada!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Água

Sempre soube que se tomasse água, minha pele ficaria mais bonita, meu intestino funcionaria melhor, eu teria menos celulite e todos os meus órgãos seriam eternamente gratos.
E sempre relutei e ignorei esse fato também.
Adoramos nos boicotar.
Neste exato momento, estou com uma garrafa de meio litro de água em mãos, venho tomando bastante há alguns dias, quase um mês, acho.
Não é que minha pele está melhor, meu intestino, meus órgãos e tudo em mim tem estado mais vivo?
Quando a gente resolve se ouvir e seguir toda a nossa sabedoria interna que teimamos não dar ouvidos, as coisas, simplesmente, dão certo.
Acho que tememos as coisas tão simples e certas...
Temos pavor de substâncias e sentimentos que nos trazem bem-estar porque precisamos nos perder entre os dias mais pesados que é pro tempo passar, talvez.


Enfim, de vez em quando, só pra variar, vale a pena beber água, ser feliz, se sentir bem, olhar pro céu pela janela, sorrir, ficar em estado de graça...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dependência múltipla

Sou uma dependente.
Já assistiu o filme Clube da Luta? Tyler Durden me chamaria de fracassada.
É ele o autor da frase: "as coisas que você possui acabam te possuindo."
E elas, realmente, são donas de mim. Sou delas.
Pertenço ao meu celular, ao meu celular quando avisa a chegada de uma msg, às pessoas que eu amo, aos elogios que recebo, às ligações telefônicas que espero, ao doce que me sacia a gula, à roupa que me traduz para o mundo. Dependo até do sorriso de um gari. Ao me entregá-lo, aquele homem comum me prova que posso esperar o bem em qualquer canto.
Enfim, depender é fácil. Todo dependente químico está, superficialmente, bem enquanto tem sua dogra por perto. Difícil é a abstinência. Difícil é admitir seu fracasso, sua insuficiência, sua carência. Doi, machuca, sangra por dentro.
Enquanto você está com um cara, por exemplo, ele te ama, ele te supre. As mensagens diárias antes de você dormir são, praticamente, pílulas contra insônia: "Ah! Agora posso dormir, sei que está tudo certo. Sou amada". A presença dele então, quase um anti-depressivo vital.
Mas aí, ele acaba, como um fluido que se esgota num frasco. E deste frasco, não há mais nenhum outro em nenhuma outra farmácia. Pode procurar traficantes, ninguém nunca ouviu falar nesta droga. Até já ouviram, mas não têm pra vender.
É o fim da linha. E as sombras do mundo estão atrás de você. Não há mais droga pra tranformá-las em flores. É tudo por sua conta. Ou se joga, ou se entrega.
É quando você olha pra si e se vê completamente nua, totalmente exposta à todas as dores e sem a sua droga para anestesiar. Sem o seu antídoto para alegrar. Você está ali, sozinha e sem mais ter ao que e a quem recorrer.
É profundo, é surpreendente, é químico, físico, biológico, é real.
É como se você estivesse admirando a vista de um penhasco e, sem nenhum ruído, alguém chega e te empurra. Mas você vestia um paraquedas. Só tem que decidir se vai puxar a cordinha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ticici

Esta é uma das variantes para a sigla maldita que atormenta todo universitário em seus últimos suspiros acadêmicos de futuros bachareis.
O tcc é o montro. Matem-no.
O tcc se agarra a nossas entranhas desde o primeiro dia da faculdade, quando os professores prevêem os desafios, lágrimas e momentos desesperadores que passaríamos agora.
Sem dúvida, nesses dolorosos e saborosos 4 anos, fui alimentando esta previsão, fui dando comida ao monstro. E ele, meus caros, foi engordando, crescendo, ganhando cabeças, olhos e até asas gigantes.
No fundo, ele é só um signo, um símbolo hipócrita que a faculdade mercenária impõe e que serve sim de aprendizado para os dispostos a aprender, mas ao passo que vejo toda a bagunça e ineficiência em inúmeros aspectos acadêmicos, um bloqueio mental vai se instalando e me dominando.
Hoje é um dia especial. Resolvi mandar minha revolta passear, o meu monstro multicabeçado tomar um banho e dona inércia calar a boca.
Sim, há 20 dias da entrega daquele cujo nome não deve ser pronunciado, comecei a escrever meu livro reportagem.
Adiante sempre!