segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vertigem

23:48.
Os números me apontam precisão, coisa que não me apetece.
Esse maldito relógio, o cuco ancestral que vem viajando gerações pela família, não pára um segundo sequer de ciscar o tempo, de me lembrar do tempo.
A realidade implícita no silêncio da noite, enquanto a rua silencia e é entregue a deus dará.
As nostalgias passeando pelas prateleiras de meus pensamentos hiperativos; as ideias borbulhando em mim, aguardando o tal do futuro - que nunca consigo alcançar.
O desespero que hoje assombra e que me arruinará de saudades.
O passado que é todo saudade, sendo bom ou ruim; que é indefinido, irregular, gosmento e embaçado.
Vai entender.
E pra que entender? Tempo é código que não se deve querer decifrar; deve-se sequer pensar; manter distância, ainda que se viva em seu ventre, dentre seu sangue e suas pulsações fulgazes; esquisitas.
Pra falar de tempo é necessário ter tempo. Infelizmente, ninguém o tem.

5 comentários:

San disse...

Sei de um lugar onde tem tempo sobrando: (4 8 15 16 23 42)

Lola disse...

não sei se eu entendi. me explica, san?

S disse...

Oi querida, tempo é mesmo implacável.
Não sabemos o que o futuro nos reserva. O imortante é traçar uma trajetória que apesar dos percalços, te dê satisfação e que vc possa olhar pra trás e sentir orgulho da sua história.
E como Nietzche é sempre bem vindo, não custa nada lembrar que "o que não me mata, me faz mais forte". É a pura verdade!
beijos

San disse...

Foi só um comentário pra fazer vc rir.
A Ilha de Lost!

Ana Luz disse...

simm....a ilha de lost!!!!ahh o tempo!!!tão imparcial!!!!
quanto mais se quer menos se tem...
quanto menos qr..mais aparece!
afinal, a que tempo anda o tempo?
uhahuahuauhauhahuuhahuaa...
que filósofa!!!rs
deixei um postizinhu pra vc no meu blog esses dias!
tente aparecer!uhahuahuuhahuaa..
bjuteamoetenhosaudades!